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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Salvador do jazz

por josé simões, em 14.05.17

 

Jazz+Piano.jpg

 

 

Foi sempre uma das minhas "guerras" nos anos como dj, primeiro no eixo Viena-Berlim, com a Vienna Scientists e com a Mojo Club - séries Remix e Dance Floor Jazz, depois lá mais para a frente com o minimal e o techno, e tinha de levar com os pseudo eruditos do jazz em cima, às vezes até quando vinham ao bar ou discoteca fazer a primeira parte, até à meia noite, que depois dessa hora não há jazz que resista às necessidades da caixa registadora, e que do alto do seu estatuto de músico de jazz, desprezavam e olhavam por cima do ombro para o dj, esse ignorante que só trabalha com discos e ganha bués por isso, que o people das discotecas e da música de dança é mais próximo do jazz que do rock ou r&b ou de outro estilo qualquer de música, porque nas origens, nos primórdios o jazz era isso mesmo, dança e divertimento e só depois é que apareceram os intelectuais a, literalmente, foder tudo e a afastar o jazz das pessoas, e a afastarem-se das suas origens e da sua base de apoio.

 

Tenho andado a remoer isto desde o primeiro dia em que vi o Salvador Sobral, com aquele ar de abécula, a interpretar um tema de jazz, não confundir com Sade Adu e "quite storm" e afins, e que como tema de jazz que é nunca o interpreta/ interpretou da mesma maneira, mesmo que o cante duas vezes seguidas. Se calhar as pessoas gostam todas de jazz, não sabem é que gostam.

 

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Post dedicado ao Bossito