Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

É o que há

por josé simões, em 21.10.17

 

witchoria.jpg

 

 

Pedro Passos Coelho, o pantomineiro do pin, vai até à zona dos incêndios em missão "OMO lava mais branco" chamar aos outros antes que os outros lhe chamem a ele e, nos pinos e flic-flac que faz à frente dos microfones e das câmaras de televisão, deixa cair aquilo que seria um furo jornalístico, de primeira página e abertura de telejornal, em todo o lado sem comunicação social capturada pela direita radical e com jornalistas dignos da carteira e com brio profissional. O liberal de pacotilha, do Estado mínimo, do "aliviar o peso do Estado", da auto-regulação do mercado em benefício do consumidor, quer que o Estado intervenha no mercado da madeira queimada por forma a regular os preços, "social-democracia sempre!", sem que nenhum "jornalista" destacado para o local como câmara de eco lhe pergunte como concilia a contradição ideológica ou como justifica tamanha arte de contorcionismo, antes destacando que o "PSD quer dirigentes da Protecção Civil recrutados por concurso" e que "Passos Coelho aponta caminhos para a reestruturação da Protecção Civil", só faltando acrescentar o chavão "reforma estrutural". É o que há.

 

[Imagem]   

 

 

 

 

Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 21.10.17

 

chrismaggio.jpg

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

Porque hoje é sábado

por josé simões, em 21.10.17

 

The Pushkin Museum of Fine Arts, Moscow, 2012 Emil Gataullin.png

 

 

The Pushkin Museum of Fine Arts, Moscow, 2012

 

Emil Gataullin

 

 

 

 

"não confundamos as pessoas, não confundamos os portugueses"

por josé simões, em 20.10.17

 

Katy Horan.jpg

 

 

"Agora, o que lhe posso dizer é que, nos anos em que eu estive ministra da Agricultura, não aconteceu nenhuma tragédia em Portugal com estas proporções. E, portanto, não confundamos as pessoas, não confundamos os portugueses". Pois não, não foi enquanto esteve, foi dois anos depois de ter estado e por ter estado quatro anos. Para se perceber melhor como funciona a cabeça da rã que quer ser boi:

 

1. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma Autoridade Florestal Nacional, há muito reivindicada pelos agentes do sector, com uma estratégia assente nas fileiras florestais, na gestão florestal e na defesa da floresta. Acabou com ela, reduziu as suas estruturas e eliminou a defesa da floresta das preocupações governamentais;

 

2. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um Código Florestal aprovado pela Assembleia da República carecendo, unicamente, de regulamentação. Se não concordava com esse instrumento legislativo podia ter promovido a sua revisão, mas não, acabou com ele e as florestas voltaram à legislação de 1903, sim, 1903;

 

3. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, 608 Planos de Utilização dos Baldios, 241 mil hectares. O que fez? Nem mais um plano, nem mais uma aprovação ou qualquer hectare, e em troca iniciou a privatização dos baldios;

 

4. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um processo de combate às pragas e doenças, em especial na fileira do pinho. O que fez? Nada. Em 2015 esta fileira era a que mais preocupação apresentava no que se refere aos incêndios florestais e à rendabilidade da floresta;

 

5. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, um sentido para o Fundo Florestal Permanente que deixava de ser um saco azul do ministério para assumir opções em cinco áreas prioritárias — sensibilização, prevenção, planeamento e gestão, sustentabilidade e investigação. O que aconteceu? Ninguém passou a saber para onde ia a verba e a quem era entregue;

 

6. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, uma estrutura jurídica de acompanhamento da gestão florestal que impedia a selvajaria das novas plantações e obrigava à responsabilidade pessoal dos projectistas. O que aconteceu? Revogou esse regime.

 

7. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma obrigação de anúncio público e controle da licitação de material lenhoso. O que aconteceu? O ICNF deixou de cumprir as boas regras de gestão;

 

8. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, o primeiro interprofissional do universo das florestas — o da cortiça. O que aconteceu? Abandonou-o à sua sorte;

 

9. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, um regime de apoio às organizações de produtores florestais e às organizações da caça. O que aconteceu? O apoio público deixou de ser conhecido e passou a ser à peça;

 

10. O governo do PSD/CDS encontrou o Plano Estratégico de Reestruturação e Modernização das Industrias de Primeira Transformação de Madeira. Tal plano tinha como objectivo preparar um programa, para os fundos europeus a partir de 2014, que recuperasse a fileira do pinho. O que aconteceu? Ninguém ouviu mais falar do programa nem este se revelou nos fundos europeus pós-2014;

 

11. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, o território coberto com Planos Municipais e Planos Distritais de Defesa da Floresta com gabinetes técnicos organizados e planos operacionais. O que aconteceu? Nunca mais houve a coordenação nacional do planeamento e da execução;

 

12. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um programa que criava a “Rede de Salvaguarda do Território Florestal”. Só em 2008 e 2009 foram abrangidos 38 concelhos de seis distritos numa área total de 800 mil hectares. Em 2013 onde estava o programa? Tinha desaparecido;

 

13. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, mais de 278 mil hectares de área integrada em 36 Zonas de Intervenção Florestal. O que aconteceu? No final de 2015 a área verdadeiramente integrada em ZIF’s era menor;

 

14. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um Dispositivo Integrado de Prevenção Estrutural (DIPE) que integrava uma Unidade de Coordenação e Planeamento, um Grupo de Analistas e Utilizadores de Fogo, um Grupo de Gestores de Fogo Técnico, o Corpo Nacional de Agentes Florestais e a Estrutura Nacional de Sapadores Florestais. O que fez? Acabou com este dispositivo;

 

15. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma estrutura de 2085 pessoas com responsabilidade na defesa da floresta contra agentes bióticos e abióticos. O que aconteceu? Reduziu a metade e desmobilizou os técnicos com melhor formação;

 

16. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, 263 equipas de sapadores florestais. A meta determinada anteriormente eram 260 e em 2005 só existiam 166 equipas. O que aconteceu? A renovação do equipamento foi insignificante;

 

17. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, 11 mil km de caminhos florestais beneficiados. O que deixou? Menos de 10%;

 

18. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, 630 pontos de água beneficiados. O que deixou em 2015? Menos de metade em bom estado e os restantes a carecerem de intervenção urgente;

 

19. A prof. Assunção Cristas entrou no governo, em 2011, com uma área ardida de 73.298 hectares. Em 2013 atingiu os 152.690. Nada fez, ficou à espera dos anos seguintes e até rezava pela ajuda divina;

 

20. O governo do PSD/CDS acabou com os Governos Civis, elementos fundamentais da estruturação de protecção civil e segurança. Deixou o país sem coordenação supramunicipal. E é o que se tem visto...

 

A moção de censura apresentada por Assunção Cristas é um acto polítivo miserável. Eu acuso

 

[Imagem]

 

 

 

 

Into my arms

por josé simões, em 20.10.17

 

marcelo 2.jpg

 

 

marcelo 3.jpg

 

 

marcelo (1).jpg

 

 

Into my arms, O Lord, into my arms

 

 

 

 

 

Catalunha

por josé simões, em 20.10.17

 

alex.jpg

 

 

Diz que "desde o dia 1 de Outubro, data da realização do referendo sobre a independência, já saíram da Catalunha 805 empresas". Nada que o senhor Pingo Doce já não tenha feito ainda que a independência declarada de Portugal tenha sido em 1139 e sem que existissem entraves de qualquer espécie à sua ascensão a 2.º mais rico do reino.

 

 

 

 

No jobs for the boys

por josé simões, em 19.10.17

 

george byrne.png

 

 

Independentemente das leis aprovadas, por aprovar e a aprovar no futuro, próximo, médio ou distante; independentemente das pressões e dos timings e da vigilância do presidente, deste ou de outro qualquer que lhe suceda;  independentemente das reformas ou das revoluções a fazer na estrutura administrativa do Estado; independentemente deste Governo, dos que lhe sucedam, do PS, do PSD, do CDS, cada um por si ou em aliança em todas as conjugações possíveis entre eles; independentemente de tudo isso o que importa saber é da vontade política de resistir a encarar as diversas "agências" do Estado como coutada, como agência de colocação de emprego para os militantes e fiéis simpatizantes, também conhecidos por "independentes"; saber da vontade política de dotar o Estado de uma administração profissional, eficaz e eficiente, não dependente dos ciclos eleitorais nem de progressões automáticas de carreira só porque sim. Na floresta, no mar, em terra. O resto é conversa para encolher os ombros.

 

[Imagem]

 

 

 

 

"O nosso país está em chamas"

por josé simões, em 19.10.17

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

"Quem boa cama fizer nela se há-de deitar"

por josé simões, em 18.10.17

 

Ben Frost.jpg

 

 

Levado pelo Presidente da República, por uma orelha, a pedir desculpas públicas no Parlamento com dois dias de atraso e uma demissão de uma ministra no bolso das calças, não sem antes ter ouvido uma lição de moral da boca de Passos Coelho, ressuscitado da tumba para onde se tinha remetido. Era escusado, António Costa.

 

[Imagem]

 

 

 

 

...

por josé simões, em 18.10.17

 

andre gouveia.jpg

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

O poder de síntese do Twitter

por josé simões, em 17.10.17

 

vintagetwitter (1).jpg

 

 

Ou como Marcelo, a frio, com muitas palavras e de luvas brancas, acabou a dizer o que na véspera eu tinha escrito no Twitter, a quente, após a miserável comunicação ao país de António Costa:

 

Ou o Costa não sabe o que aconteceu; ou o Costa sabe o que aconteceu mas não percebe; ou o Costa tirou o dia para gozar com o pagode

 

[Imagem]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 17.10.17

 

 

 

O CDS de Assunção Cristas, ministra da Liberalização do Eucalipto, do saque à Reserva Agrícola e Ecológica e do Desordenamento do Território; o CDS de Pires de Lima, ministro do Todo o Poder às Celuloses; o CDS vai apresentar uma moção de censura ao Governo "pela falha grave de cumprir a função mais básica do Estado" nos incêndios de Verão e Outono. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

"À meia volta"

por josé simões, em 16.10.17

 

Adriano Miranda, Vouzela.jpg

 

 

Sintomático que os distritos mais afectados pela tragédia dos incêndios no Anno Domini 2017, devido à desertificação do território e à falta de uma exploração sustentada da terra e do meio ambiente, por via das Políticas Agrícolas Comuns assinadas a troco de 30 dinheiros para abate e abandono, convertidos em casario, barcos, parque automóvel e no deixar crescer do eucalipto, tenham sido aqueles onde Cavaco Silva teve as mais expressivas maiorias absolutas.

 

[Imagem "Ventosa, Vouzela, 16 de Outubro de 2017", Adriano Miranda]

 

 

 

 

A ministra não foi de férias

por josé simões, em 16.10.17

 

vieira leiria (1).jpg

 

 

vieira_leiria (1).jpg

 

 

condeixa paulo novais.jpg

 

 

[Imagens daqui e daqui]

 

 

 

 

O Presidente de todos os portugueses

por josé simões, em 15.10.17

 

aniversario revolução outubro3.jpg

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, que conseguiu a proeza de parar por acaso num semáforo onde estava a candidata do PSD à Câmara de Lisboa numa acção de campanha;

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República que conseguiu a proeza que se soubesse aos 4 ventos que almoçou com Pedro Santana Lopes na véspera de este se apresentar ao país como candidato à liderança do PSD;

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República do Estado laico, que marcou presença em Fátima na comemoração do centenário das "aparições", se apresentou como Presidente da República e fez questão de o sublinhar;

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, enquanto Presidente ou enquanto o Marcelo que fazia questão de avisar todos os órgãos de comunicação social da sua ida à Festa do Avante! para a fotografia e para capitalizar em campanha eleitoral futura para a Presidência, vai marcar presença no centenário da Revolução de Outubro?

 

[Na imagem postal ilustrado comemorativo da Revolução Soviética de 1917]

 

 

 

 

Pág. 1/4