
Na revisão do modelo de avaliação de professores dá-me um certo gozo ver Paulo Portas todo prenho de importância, insuflado como um daqueles balões com a figura do Noddy ou com um dos 1001 Dálmatas e que se vendem por aí nas feiras. Na guerrinha interna na “casa da direita”, onde não há pão e todos ralham e ninguém tem razão, Portas aproveita todas as oportunidades para fazer fosquinhas ao condómino PSD. Interpreta o seu papelinho, com a leveza que o guarda-roupa lhe confere, a martelar frases e ideias, sincopadas e cadenciadas ao estilo Twitter, em todas as ocasiões em que lhe aparece um microfone pela frente para tentar passar a ideia de que tem uma ideia e que lidera. E veste a pele e acredita que é importante e sente-se feliz assim e nós fingimos não saber que ele é um consumível descartável na multifunções Fenprof operada com profissionalismo pelo comissário Nogueira. E nós fazemos de conta que não sabemos que em código Pêcêpez CDS means Fascismo, e que esta é uma concertação contra-natura, e que mais cedo ou mais tarde o que o destino reserva a Paulo Portas, está escrito nas estrelas, é um kick in the eye. Assim o Comité Central decida.
E os profs lá vão cantando e rindo, ping-pongueados Avenida da Liberdade abaixo.
(Imagem de Bruce Lee fanada ao Independent)



