"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
20
Abr 14
Por josé simões, às 21:32 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

 

[Clicar na imagem] Concentration of people supporting the most popular club.

 

Diga trin-ta-e-três.

 

[Via]

 

 

 

 


Por josé simões, às 19:58 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Marcha dos Campeões ~ Conjunto Sem Nome

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 10:46 | comentar

 

 

 

Um opinion maker é alguém que, em futebolês, "antecipa a jogada", ou, em linguagem TV Globo, dá um cheirinho nas "cenas dos próximos capítulos", ou um opinion maker é alguém que contra as opiniões mais avisadas e por cegueira ideológica, acriticamente, aposta as fichas todas no mesmo número e depois vem chover no molhado a apontar os erros, quase sempre só erros, ao número no qual apostou as fichas todas contra as opiniões mais avisadas?

 

Na comunicação social portuguesa, por incrível que pareça, são os dois, sem que haja uma diferença entre opinion maker e comentador e paineleiro, de membro de painel. Os jornais ditos de referência – Diário de Notícias, Público, Expresso, as televisões, mais as no cabo do que as em sinal aberto – SIC Notícias, RTP Informação, TVI 24, estão pejadas deles, de quem se curvou até beijar o solo sagrado e cantou hossanas à next big thing da política nacional, Pedro Passos Coelho, que é o que está, aqui e agora, em questão e agora não perde uma oportunidade para malhar no dito cujo e ainda que o Governo não tem visão estratégica nem antecipa cenários, leram bem, não antecipa, sem um pingo de vergonha na cara nem um cadinho de autocrítica na boca pelo desempenho do papel de idiota útil. E são pagos, bem pagos, para isso e ainda linkados na bloga no feice coise e RT’s, muitos, no tuita. Olé!

 

[Imagem fanada no insta coise do Nicholas]

 

 

 

 

 

 


19
Abr 14
Por josé simões, às 21:33 | comentar

 

 

 

Taxa-se, por exemplo, a cerveja a pretexto… não interessa o pretexto porque para este Governo todos os pretextos para taxar são bons e quando não há pretexto inventa-se um. A taxa reflecte sobre o consumidor no preço a pagar. O consumidor retrai-se e deixa de comprar ou passa a comprar menos. Como o consumidor não compra, ou compra menos, a fábrica não produz. Como a fábrica não produz, por falta de procura, faz o ajustamento interno e despede trabalhadores e/ ou rescinde contratos de trabalho. Aumenta o número de desempregados a receber subsídio na proporção exacta ao número de empregados que deixa de descontar para a Segurança Social. Como o número de desempregados a receber subsídio aumenta reduz-se o valor do subsídio a pagar e a sua duração temporal. Como o consumo sofreu uma queda, por via da taxa, os hipermercados, supermercados e pequeno comércio deixam de vender. Algum pequeno comércio [bares, restaurantes] despede empregados ou fecha portas, não só porque o preço do produto aumentou mas também porque há mais gente a receber menos e um desempregado tem mais onde gastar dinheiro do que andar por aí a comprar e a beber cervejas. Mais gente a recorrer ao subsídio de desemprego. Como o comércio não vende o volume de impostos a recolher pelo Estado baixa consideravelmente. Para substituir os impostos que o Estado deixou de arrecadar o Governo cria uma nova taxa. Se calhar sobre o ar que se respira. Até uma criança percebe, excepto estas crianças que se entretêm nas artes da desgovernação de um país.

 

 

O que o ministro pensa ou deixa de pensar, diz ou deixa de dizer vale tanto quanto fiador na praça, é apenas mais um verbo-de-encher cúmplice na destruição da economia e do país.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 20:09 | comentar

 

 

 

Record Store Day

 

[A imagem é minha e os discos são meus]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 11:13 | comentar

 

 

 

À pergunta «Qual é a figura que na sua opinião marcou o 25 de Abril?» responde o General Spínola, não por ter sido o primeiro militar a atentar contra o 25 de Abril e a tentar subverter o seu espírito e impedir aplicação completa do programa do MFA; não por ter estado por detrás da tentativa de golpe de Estado em 11 de Março e por isso ter sido o principal responsável por tudo o que se lhe seguiu, - a radicalização da ala esquerda do MFA, Vasco Gonçalves, as nacionalizações [o tema querido da direita quando não tem mais nada para dizer], o PREC; não por ter sido o mentor da inventona da Maioria Silenciosa a 28 de Setembro; não por ter presidido à organização terrorista MDLP; não por ter sido o primeiro militar a boicotar a descolonização [outro tema querido da direita quando não tem mais nada para dizer e quando há que passar culpas ao 25 de Abril, em geral, e a Mário Soares, em particular]; não por ter sido o militar que irresponsavelmente patrocinou uma golpada em Moçambique «na tentativa de impedir a promulgação dos Acordos de Lusaka, na mesma data assinados pela FRELIMO e pelo governo português» e responsável pelos massacres e pelos mortos que se lhe seguiram, pelos ódios acirrados que ainda hoje, 40 anos passados, perduram. Não. Por «o marechal Spínola e a importância que teve o livro Portugal e o Futuro. Não porque o tivesse lido na altura, mas porque ouvira falar muito do livro que vinha aí…», com reticências e tudo.

 

À pergunta «O que falta mudar?» o líder partidário há mais tempo no activo em Portugal, talvez apostado em bater o recorde do “doutor Salazar” como se refere, com voz trémula de respeito ao velho de Santa Comba, responde que, «por exemplo, falta modernidade ao sistema político».

 

Como diria Pinheiro de Azevedo, General de Abril, democrata-cristão e com simpatias na direita saudosista do General Spínola, do Portugal do Minho a Timor e de quando as pessoas não viviam acima das suas possibilidades: Bardamerda!

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 09:11 | comentar

 

 

 

[Joshua Noom]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:01 | comentar

 

 

 

New York, 1961

 

Garry Winogrand

 

 

 

 

 

 


18
Abr 14
Por josé simões, às 19:29 | comentar

 

 

 

Primeiro foi o encontro em defesa da Segurança Social pública promovido por 19 dos mais importantes sindicatos, dos têxteis aos professores, dos médicos aos estivadores, estruturas afectas à CGTP e à UGT a alguns independentes, à revelia das duas centrais sindicais que, formalmente convidadas a associarem-se ao encontro, nem se dignaram responder nem de esconder o incómodo que a iniciativa lhes causou.

 

Agora é um grupo de trabalhadores de call centers que se propões criar o Sindicato Nacional dos Call Centers, sem qualquer relação com as estruturas sindicais afectas à CGTP ou à UGT, com vista a enquadrar uma profissão precária, mal paga e exercida por 50 mil portugueses.

 

"As pessoas não vêem que o facto de pagarem uma quota lhes vá servir para alguma coisa", diz Pedro Fortunato. E podia ter acrescentado que as pessoas vêem a UGT, desde o dia da sua fundação, a assinar sucessivos pactos laborais, concertações sociais e contratos colectivos de trabalho sempre em favor da rigidez patronal e sem que notem melhorias no recibo do ordenado no final do mês nem das condições de trabalho nem nos direitos e garantias, antes pelo contrário; que as pessoas vêem a CGTP a marcar, por decisão da Soeiro Pereira Gomes, sucessivas jornadas de luta, manifs e greves com timings e objectivos inescrutáveis, às vezes pelos motivos mais estapafúrdios, como as famosas greves em solidariedade com a Reforma Agrária ou as greves contra as privatizações, por exemplo. As pessoas vêem a UGT, sem representatividade nem implantação no mundo laboral, encostada ao Governo seja ele qual for, assinar e decidir coisas que mexem com a sua via e a dos seus para pior; as pessoas vêem a CGTP como uma força representativa e reivindicativa mas com um léxico pejado de chavões e adjectivos decalcados do discurso do tempo da Revolução Indústrial do secretário-geral do PCP, seja ele qual for, permanentemente entrincheirada na barricada dos comunistas e intolerante para com as diferenças e surda a tudo o que fuja ao dogma. As pessoas estão fartas.

 

Alguma coisa está a mexer, alguma coisa está a mudar. Ainda há esperança para o sindicalismo em Portugal?

 

[Joe Hill na imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 11:03 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Quando as bandeiras e os estandartes começaram a aparecer nas barricadas na Praça da Independência em Kiev, a comunicação social, por ignorância ou porque sim, olhou para o lado, ignorou e focou câmaras e apontou microfones nos “combatentes da liberdade”, que até queriam ser europeus como nós. Foi uma alegria e demos todos muitas vivas, aqui, deste lado de cá:

 

«In a chilling echo of the Holocaust, Jews are 'ordered to register and list property' in east Ukraine after pro-Russian militants take over government buildings»

 

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 08:13 | comentar

 

 

 

traz outro amigo também – José Afonso

 

[LP, vinyl]

 

 

 

 

 

 


17
Abr 14
Por josé simões, às 22:54 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Gabriel García Marquez

 

1927 – 2014

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 17:10 | comentar | ver comentários (3)

 

 


Por josé simões, às 12:28 | comentar

 

 


Por josé simões, às 09:09 | comentar

 

 

 

Nordeste/ Vira Cavaquinho – Júlio Pereira

 

[7” vinyl]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:10 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Não, não são os LCD Soundsystem de James Murphy, é o terceiro golo do Benfica por André Gomes.       

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


16
Abr 14
Por josé simões, às 20:35 | comentar

 

 

 

"Assim Deus me dê saúde"

 

[Imagem de Nastya Nudnik]

 

 

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:01 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Na primeira página do Público de hoje.

 

É assim desde o dia 21 de Junho de 2011: o gargalhar, o gozo, de dedo esticado na cara dos portugueses.

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 09:04 | comentar

 

 

 

disto & daquilo – Disto & Daquilo

 

[LP, vinyl]

 

 

 

 

 

 


15
Abr 14
Por josé simões, às 22:14 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

José Gomes Ferreira entrevistou José Gomes Ferreira. Pedro Passos Coelho entrevistou Pedro Passos Coelho. Pedro Passos Coelho pediu desculpa a José Gomes Ferreira por ter entrevistado José Gomes Ferreira. José Gomes Ferreira pediu desculpa a Pedro Passos Coelho por ter entrevistado Pedro Passos Coelho. No final da entrevista José Gomes Ferreira e Pedro Passos Coelho tiraram uma selfie. Foi lamentável José Gomes Ferreira não ter comentado a entrevista a José Gomes Ferreira. Foi lamentável Pedro Passos Coelho não ter comentado a entrevista a Pedro Passos Coelho.

 

Ainda sou do tempo em que havia o jornal tal que era do partido coise e o jornal coise que era do partido tal e o jornal coise e tal que era assim-assim e a RTP o his master’s voice a preto-e-branco. Mas nesse tempo não havia pluralismo de opinião publicada e a gente sabia ao que ia. Nada que se compare aos tempos que correm, tempos da comunicação social privada e da opinião pluralista e livre e isenta.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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