"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
30
Ago 14
Por josé simões, às 15:45 | comentar

 

 

 

Estes têm vergonha mas não têm medo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 08:43 | comentar

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:01 | comentar

 

 

 

Israel, 1967. Arab Wedding in Maid El Kurum

 

Leonard Freed

 

 

 

 

 

 


29
Ago 14
Por josé simões, às 18:20 | comentar

 

 

 

A divisão da Polónia entre Estaline e Hitler só foi assinada «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», a ocupação das repúblicas bálticas [Estónia, Letónia, Lituânia] só aconteceu «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», o massacre de Katyn na Polónia só aconteceu «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», o compasso de espera ordenado por Estaline ao Exército Vermelho nas margens do rio Vístula para dar tempo enquanto os nazis na outra margem acabam a operação de limpeza só aconteceu «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», que quase metade dos 23 milhões de soviéticos mortos durante a II Guerra Mundial tenham sido vítimas de um Estaline paranóico e com a mania da perseguição, dedicado a purgar as cúpulas das forças armadas substituídas por fiéis e acéfalos comissários políticos que de guerra não sabiam nada, também foi só «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo». A Pátria do PCP parece ser a URSS. É o que temos.

 

[Na imagem poster soviético de propaganda]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:02 | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

A capa da The Economist

 

[Via]

 

 

 

 

 

 


28
Ago 14
Por josé simões, às 22:15 | comentar

 

 

 

"Nós enfrentámos ao longo destes 3 últimos anos a maior crise dos últimos 80 anos", Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, no dia 28 de Agosto do Ano da Graça de 2014.

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 18:23 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

O Governo que aconselhou os portugueses a emigrar é o mesmo Governo que vai agora lançar um programa com «o objectivo de apoiar a integração de estrangeiros» imigrantes, a começar já pelos «quadros de empresas que põem as suas competências ao serviço de quem precisa delas» [e não de quem lhes paga bem e lhes dá qualidade de vida]. E o alvo primeiro são os filhos e os netos dos que partiram e que se espera que regressem agora pela yellow brick road de um país com a economia aberta, como diz o mentor do secretário de Estado que é adjunto de um ministro que é adjunto [nem na emigração há tanta adjunção]. A gente faz que acredita e a gente dá um desconto. Ao fim e ao cabo estamos em Agosto, o calor na moleirinha, a silly season como sói dizer-se, o deslumbramento de um cargo governativo e o homenzinho grande a brincar ao "sentido de Estado". O melhor mesmo é encolher os ombros.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:58 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

O Governo quieto e calado é uma coisa, outra coisa completamente diferente são os ministros e secretários de Estado, sem pudor em fazer alarde da sua incompetência, nas televisões e nas rádios a falar de/ por tudo e de/ por mais qualquer coisa e o Governo a fingir que Governa a querer mostrar que governa, num misto de incompetência e cegueira ideológica. Como na canção, as pessoas vêm, ouvem e lêem, não podem ignorar. O subtítulo da notícia podia muito bem ser “O regresso do Governo”:

 

«Confiança dos consumidores cai pela primeira vez desde Janeiro de 2013»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:58 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

«Que dizer desta esta escolha dos centros comerciais, que são de alguma forma espaços apropriados pela classe média…
Porquê o Vasco da Gama? Porquê o Colombo? Porque são espaços de consumo e de grande visibilidade, onde vai muita gente e que são, de certo modo, símbolos. Mas eu até diria que os centros comerciais são transclassistas. Há gente que vai lá para fazer compras, porque eles teoricamente são comerciais, mas, muito mais do que isso, eles hoje são lugares onde as pessoas vão para verem e para serem vistos. Diria que os centros comerciais são os novos lugares de cruzamento das pessoas.

 

Seria abusivo presumir-se que haveria na escolha dos lugares alguma intenção de entrar e "contaminar" os tais espaços da classe média?
Eu acho que há uma intenção de os adolescentes se visibilizarem aos olhos das classes que eles suspeitam ou que imaginam que estão nestes espaços que são as classes médias. Acho que é só isso. [...]»

 

 

São as novas praças e avenidas, espaços públicos mas de direito privado, higienizado de todo o debate e opinião crítica e onde a única linguagem tolerada é a linguagem do marketing. Fecha-se a porta, acaba-se a contestação. Assim o pensaram e delinearam as corporações, no percurso pela hegemonia das marcas na sociedade,  ao juntarem a oferta consumista num mesmo espaço, fechado e atractivo, porque protegido dos humores do clima, numa oferta aparentemente diversificada e desferindo um golpe nos pequenos negócios e negócios independentes. Genial.

 

O reverso é que o público alvo das corporações e das marcas são os jovens, os mesmíssimos jovens que são primeiros a sentir na pele a exclusão e a desigualdade, o fosso cada vez maior entre os cada vez menos, mais ricos, e os cada vez mais, mais pobres, vítimas do novo capitalismo financeiro, o desemprego e as dificuldades dos pais pelos baixos salários e pela precariedade, os jovens sem saída profissional, os jovens "no future" em casa dos pais até à velhice, os jovens com cursos superiores e trabalhos precários, ou em partime, mal remunerados, aos balcões dos centros comerciais... das marcas e das corporações.

 

É muito mais do que isso. É pior, ou melhor do que isso, dependendo do ponto de vista. Mesmo sem o saberem, mesmo que inconscientemente e sem o admitirem, os jovens direccionam o seu protesto e a sua revolta mesmo direitinho ao núcleo, ao "osso" que é onde dói mais, o centro comercial das marcas e das corporações que necessitam dos jovens para sobreviver. E isto é uma coisa maravilhosa, porque não "prevista" na sociedade higiénica, clean e de gente guapa. idealizada pelas corporações e pelas marcas.  

 

 "The Future's So Bright, I Gotta Wear Shades", Timbuk3.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 


27
Ago 14
Por josé simões, às 18:49 | comentar

 

 

 

Mas é filha de "alguém":

 

«O Governo está obrigado, desde 2012, a pedir parecer prévio a uma comissão de recrutamento antes de nomear dirigentes públicos para empresas e outros organismos do Estado. No entanto, um caso inédito aconteceu em Agosto com a escolha da nova vogal do conselho de administração do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC). Lígia Fonseca, até aqui técnica especialista no Ministério da Economia, foi designada em regime de substituição sem parecer prévio. Para além disso, o despacho não impede a sua recondução, o que também contraria a nova lei dos supervisores.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 15:04 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

O "Holocausto chic"? Não. É falta de cultura e de educação, falta de ouvir, falta de ver, falta de saber. Daí o "fundamental guardar esse período na memória, ainda que seja dos mais pesados da História" [cc José Sá Fernandes].

 

[Soviet chic]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:41 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Acabamos com os brasões na Praça do Império, limpamos o passado, purificamos a nossa história e não se fala mais nisso. O colonialismo nunca existiu e a prova disso é que nem há brasões das ex-colónias na Praça do Império. A seguir a câmara de Lisboa muda o nome da Praça do Império para "Praça do Futuro Radioso No País Sem Passado" porque "Praça dos PALOP", apesar de ser muito bonito e muito in, é um topónimo à partida excluído pelos engulhos que a Guiné-Equatorial causa à "esquerda" revisionista moderna e prá frentex, que pactuou com Hosni Mubarak e Ben Ali na Internacional Socialista, e que ainda tem muito trabalhinho pela frente, a começar logo por ali - Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos,  na [re]construção de um país inócuo, incolor e indolor, expurgado de todas as memórias que não cabem nos cânones do homem novo no país novo. Não se vê, não se lê, não se fala nisso, não existiu.

 

É uma chatice a cleptocracia angolana vir às compras a Lisboa, com os kuanzas esbulhados ao seu próprio povo, e dar de caras com os brasões das ex-colónias numa Praça de um Império. Não vamos chatear a máfia de José Eduardo e Isabel dos Santos com minudências da História de Portugal que o dinheirinho faz falta ao comércio da Avenida da Liberdade, sem a calçada portuguesa por causa dos stilettos heel das damas, e ainda há a Sonangol e os editoriais do Jornal de Angola e o MPLA na Internacional Socialista.

 

“Respondeu-me que os brasões são sinais do colonialismo e que não contasse com ele para tratar daquilo”

 

"Câmara de Lisboa vai acabar com brasões das ex-colónias no jardim da Praça do Império"

 

A câmara de Lagos, no Algarve, é que já derrubava de vez o Mercado dos Escravos. E aquela estátua do Infante D. Henrique também não está ali a fazer nada.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


26
Ago 14
Por josé simões, às 23:33 | comentar

 

 

 

É por haver pena de morte nalguns estados dos Estados Unidos da América, ou por haver a Lei de Talião em algumas zonas do globo, ou a Charia nalgumas sociedades islâmicas que o assassino pensa duas vezes antes de premir o gatilho ou de espetar a faca? À direita no poder, do respeitinho pela autoridade, dava muito trabalho perceber e tentar corrigir as causas e as circunstâncias que levam a que alguém, em desespero de causa e de cabeça perdida, descarregue a sua raiva e frustração sobre o primeiro representante "deles" que lhe aparece pela frente quando, na maior parte das vezes, é o fruto de uma vida de trabalho, de sofrimento e privações, que vê esfumar-se na frente do nariz, vítima das circunstâncias, por causas que lhe são estranhas, e onde o único papel que lhe cabe é o de dano colateral das políticas da direita, do respeitinho pela autoridade, no poder.

 

«Agressões a agentes que executam penhoras passam a ser punidas com mais anos de prisão»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:28 | comentar

 

 

 

Nuno Crato, o éme-éle do fascismo e do social-fascismo e da burguesia a abater e do "materialismo dialéctico" como instrumento de trabalho para compreender e interpretar a sociedade, deu nisto, no estímulo à "elite burguesa" e no fomento da exclusão e das desigualdades sociais.

 

"Um terço das escolas superam-se e recebem "prémio" de Crato

 

Escolas mais eficazes e com maior redução de abandono escolar recebem crédito horário para gerirem como entendem"

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 11:14 | comentar

 

 

 

"She kills our children"

 

[Na imagem o pelourinho de Setúbal]

 

 

 

 

 

 


25
Ago 14
Por josé simões, às 23:22 | comentar

 

 

 

O buraco nas contas do Estado é, até julho, de 5800 milhões de euros.

 

Nas autarquias há um saldo orçamental positivo de 191 milhões de euros.

 

Nas regiões autónomas o défice ronda os 300 milhões, que é todo madeirense.

 

O prejuízo na Madeira passou para o dobro, comparado com ano passado.

 

Já nos primeiros sete meses do ano os Açores tiveram um lucro de quase um milhão de euros.

 

"o socialista é muito bom a gastar o dinheiro dos outros mas quando acaba o dinheiro chamam-nos a nosotros y a vosotros para compor as coisas", Paulo Portas na Convenção do Partido Popular espanhol em 1 de Fevereiro de 2014

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 17:42 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

A diferença entre um "radical islâmico" e um "islâmico moderado" é que não se vê o islâmico moderado a condenar publicamente as acções do ISIS, nem sequer os ayatollahs e os mullahs, sempre tão lestos com fatwas de cada vez que alguém escreve um livro ou desenha um cartoon, se lembram agora de publicar, urbi et orbi, uma. Notam a diferença?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 08:13 | comentar

 

 

 

Os confrontos em Ferguson, Missouri, USA na capa da New Yorker assinada por Eric Drooker.

 

 

 

 

 

 


24
Ago 14
Por josé simões, às 22:47 | comentar

 

 

 

Richard Attenborough

 

1923 – 2014

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 20:06 | comentar

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Second That EmotionJapan

 

[7" vinyl]        

 

 

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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