"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
01
Ago 15
publicado por josé simões, às 13:17link do post | comentar

 

 

 

Diz o ministro da Saúde que "são oito hospitais que passam a ser do SNS e em que os utentes apenas têm que pagar a taxa moderadora". Só. O que é excelente, para o utente que paga pouco, para o contribuinte que não paga nada, uma vez que a dotação de 25 milhões de euros [num montante global de 125 milhões] a oito misericórdias para consultas e operações é dinheiro caído dos céus, por obra e graça do Criador, já que é de heterónimos da Igreja Católica de que falamos, e não dinheiro caído do bolso do contribuinte por via das transferências do Orçamento do Estado. O utente só paga a taxa moderadora, deviam sublinhar isto. Amém.


Afinal parece que há almoços grátis.


[Imagem Helge Nissen, Leaves Out of the Book of Satan, 1921. Dir. Carl Theodor Dreyer]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 10:25link do post | comentar

 

DFace in Richmond, Virginia.jpg

 

 

[Daqui]

 

 

 

 


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levinstein_leon.jpg

 

 

Man and woman walking, New York


Leon Levinstein

 

 

 

 


31
Jul 15
publicado por josé simões, às 22:00link do post | comentar

 

 

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 19:50link do post | comentar | ver comentários (2)

 

o patio das mentiras.jpg

 

 

Deixem lá ver se bem percebemos... O pressuposto de que a dívida pública, que em 2011 estava em 110% do PIB, poderia ser insustentável, levou a que os custos do país no seu próprio financiamento disparassem [vulgo "especulação"] e obrigassem a um pedido de assistência financeira externa [vulgo "chamar a troika"], hoje, em 2015, com a dívida pública em 130% do PIB, ela passa, como por artes mágicas, a ser sustentável se... não descambar por via das dúvidas das agências de notação financeira quanto ao futuro Governo de Portugal [ler "votem coligação Portugal Á Frente"] já que a estabilidade das taxas de juro foi conseguida por via da entrada de investidores amaricanos [BCE é sigla para doença animal, tipo BSE, vacas loucas e assim].


O pantomineiro não se importa de explicar.


[Imagem]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 12:45link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Com o dinheiro do contribuinte dar às escolas do ensino privado a possibilidade de escolherem os alunos que quiserem, é o que aqui está:


«O programa advoga uma “efectiva liberdade na escolha do projecto educativo” por partes das famílias, uma expressão sublinhada várias vezes ao longo do documento. Nesse sentido, PSD e CDS são favoráveis ao “alargamento da elegibilidade dos contratos simples de apoio à família” a mais escolas e agregados familiares. Este tipo de contratos prevê um financiamento directo do Estado às famílias que queiram colocar os seus filhos numa escola do sector privado ou cooperativo, ainda que a verba seja transferida para os colégios - e retirada, caso os estudantes regressem ao sistema público.»


«PSD e CDS querem mais apoio financeiro para famílias com filhos em colégios»

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 11:45link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Dr._Werner_Best.jpg

 

 

Porque a União Europeia é precisamente uma construção política, falhada, para evitar o regresso do Mal e do caos, que os bárbaros passassem o Limes e que a Europa fosse alemã.


«Schäuble: Comissão Europeia está politizada e deve ter menos poder»


[Imagem]

 

 

 

 


30
Jul 15
publicado por josé simões, às 23:34link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Vivian Maier.jpg

 

 

Página 7 do programa eleitoral da coligação Portugal à Frente:


«É necessário sobretudo encontrar soluções, tendo em conta que os estudos demonstram que os portugueses gostariam de ter mais filhos, mas sentem muitos obstáculos à concretização desse desejo [...].»


«Por nossa iniciativa, foi promovido um amplo debate em redor das questões da natalidade, que permitiu a apresentação de um conjunto de medidas legislativas, quer na Assembleia da República, quer no Governo [...]»


«O caminho está iniciado, mas é necessário ir mais longe, levando à prática medidas adicionais que removam os obstáculos à natalidade que favoreçam a harmonização entre a vida profissional e a vida familiar, que permitam uma participação efetiva dos pais na vida dos filhos, nomeadamente no que toca ao acompanhamento do seu percurso escolar, que melhorem os apoios à primeira infância [...]»


Assim, como a baixa natalidade é um problema nacional, como os portugueses gostariam de ter mais filhos e até há estudos que o comprovam e tudo [vejam só!], depois de se aumentar o horário de trabalho, diminuir os dias de férias e de descanso, cortar os salários e aumentar a carga fiscal, precarizar as relações laborais, reduxir ou até eliminar a prestação do Abono de Família, «o objectivo é claro: queremos um Estado mais amigo das famílias e que se oriente pela preocupação de remover os obstáculos à natalidade», resolvemos abrir as creches 24 horas por dia para assim os pais poderem desatar a fazer filhos à vara larga pois sabem que podem ficar nas fábricas, nos escritórios, nas limpezas, nas colocações de trabalho temporário, nos bancos e empresas privadas, com 12 e mais horas de carga laboral sem direito a remuneração do trabalho extra, nos estágios e nas acções de formação profissional, descansadinhos da vida de sol-a-sol porque sabem que os filhos estão na creche, de sol-a-sol, em boas mãos, nas mãos das IPSS’s pagas com o dinheiro do contribuinte.


Página 8 do programa eleitoral da coligação Portugal à Frente:


«Facilitar uma maior flexibilização dos horários das creches. A maioria das creches pratica um horário das 8h às 19h, nem sempre coincidente com as necessidades das famílias. Assim, propomos a majoração dos acordos de cooperação para as creches que anteciparem o horário de abertura ou adiarem o horário de encerramento, como forma de promover um apoio reforçado e mais compatível com as necessidades das famílias e dos seus horários de trabalho.


E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?


[Imagem de Vivian Maier]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 12:15link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Em bancos, privados e em universidades, também privadas, por exemplo.


"Promover estágios para funcionários públicos em empresas privadas, sobretudo em áreas de forte desenvolvimento técnico e tecnológico, por forma a transpor conhecimento do setor privado para o setor público nos domínios da gestão, da inovação e das práticas de gestão em ambiente de mercado/concorrencial"


[Imagem]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 08:11link do post | comentar | ver comentários (3)

 

PAF.jpg

 

 

Eles, o PSD e o CDS, eles, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas corrigem, eles resolvem nos próximos 4 anos todos os problemas que eles, o PSD e o CDS, que eles, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas criaram e/ ou agravaram nos últimos 4 anos. Um atestado de menoridade aos cidadãos eleitores. E ameaçam com as agências de notação financeira, que estão ali mesmo ao virar da esquina a amolar as facas só à espera que eles percam as eleições para não subir e até baixar ainda mais o rating da Nação que, nos próximos 4 anos, vai, como sói dizer-se, subir por aí acima e que há 4 anos, atrás, como é chic agora dizer, Carlos Moedas tinha avisado que ia acontecer nos próximos 4. Outro atestado de menoridade. Aos cidadãos e à democracia. Não se incomodem em votar que para pensar estão cá eles depois das agências de notação financeira terem pensado por eles o que os mercados quiseram que elas pensassem.


[Imagem "25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!"]

 

 

 

 


29
Jul 15
publicado por josé simões, às 20:52link do post | comentar | ver comentários (2)

 

paulo portas.jpg

 

 

Ouvir Pedro Passos Coelho, em roda livre, sem o papelinho à frente que é quando o senhor fica em ponto de rebuçado, discorrer sobre as "várias raízes" dos fluxos migratórios que assolam a costa sul da Europa e fazer de conta que não nos lembramos da cumplicidade do seu Governo no despejar de toneladas de bombas sobre a Líbia em apoio de hordas de lunáticos aos gritos Allahu Akbar em cima de pick-up’s, ao jeito de Mad Max, para implantar a liberdade e a democracia e os direitos humanos, contra o coronel Khadafi marchar, marchar, que se faz tarde e isto é tudo Primavera.


Ouvir o senhor, já embalado e deslumbrado com a sua eloquência e com a fluidez do raciocínio, apontar o dedo à União Europeia porque faz falta concertar uma estratégia para um problema comum e não-sei-o-quê na necessidade de atacar o terrorismo na Líbia, que é onde a vaga de emigração nasce, através de mais cooperação económica e do fomento de um "governo de salvação nacional" e fazer de conta que não nos lembramos de Paulo Portas, mais os seus botões de punho, a entrar para o Guinness Book como o primeiro governante ocidental a aterrar em Tripoli, capital da Líbia que ia ser democrática, tal e qual o 25 de Abril em Portugal, a fechar milhentos negócios com o governo liberal e democrático e respeitador dos direitos humanos e do Estado de Direito e o maná que ia ser para as empresas portuguesas e as exportações e o coise.


Não ter a puta da vergonha na cara é isto.


[Imagem]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 19:18link do post | comentar | ver comentários (1)

 

flipper.jpg

 

 

«Devemos apostar na mobilidade elétrica porque é uma das razões para que haja autonomia energética»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 12:24link do post | comentar

 

duchamp.jpg

 

 

A fórmula mágica para o crescimento supersónico de dois dígitos ao ano, para o infinito e mais além: baixos salários, ausência de direitos e garantias, reivindicações laborais e contestação social inexistentes, sectores chave da economia nas mãos do Estado [chinês], ginástica laboral e, tal como nas escolas, bicicletas para o povo.


«Os portugueses não comem estudos de 3 milhões de euros sobre a caracterização das deslocações dos funcionários públicos», podia ter dito Pedro Passos Coelho, mas não disse.


[Imagem]

 

 

 

 


28
Jul 15
publicado por josé simões, às 18:25link do post | comentar | ver comentários (4)

 

dupont & dupont.jpg

 

 

Paulo Portas dividido entre dar lustro aos botões de punho para aparecer debaixo dos holofotes [é mais forte do que ele] com as habituais frases curtas em modo Twitter e arriscar protagonizar o momento "Gato Fedorento" da campanha eleitoral, que é quando monsieur Dupont finge ser monsieur Dupont para debater com monsieur Dupont de modo a não transparecer o casamento de conveniência, insuportavel para ambos os cônjuges, que é esta aliança Portugal À Frente, ou o que lhe dá mais jeito, muito mais jeito, arte em que é mestre, que é desaparecer, como costuma fazer quando não lhe agrada a música, de mansinho, por entre os pingos da chuva e debater com Pedro Passos Coelho por sms.


[O que António Costa quer ou deixa de querer, aqui, é manobra de diversão; Jerónimo vs. Apolónia – Apolónia vs. Jerónimo é só para compor a peça].


«Os socialistas exigem que os debates sejam apenas com quatro – as duas coligações, PS e Bloco -, sem Portas nem Heloísa Apolónia, e Pedro Passos Coelho quer fazer apenas um frente-a-frente com António Costa em vez dos três propostos pelas televisões.»

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 12:46link do post | comentar | ver comentários (3)

 

almofada.jpg

 

 

O pormenor.


«De acordo com a deliberação, o novo responsável fica em funções "até à conclusão do procedimento concursal para recrutamento e provimento do cargo". Até agora, porém, este concurso, ao qual o actual titular se poderá candidatar, ainda não foi aberto.».


Depois, quando finalmente o "procedimento concursal" for concluído e o concurso aberto, pelo conhecimento das funções a desempenhar e do cargo a exercer, pela experiência adquirida e pela assimilação dos objectivos a atingir, há um e só um candidato em condições de ocupar o cargo. Qual é a dúvida em relação ao mérito e à competência?


E é assim desde 2011, com todos os lugares do Estado e da administração pública parasitados por gente com carradas de currículo, adquirido em 4 anos no terreno.

 

Os portugueses podem não comer TGV's mas, em contrapartida, deixam de comer para pagar, bem pago, o "para-quedismo" de quem não sabe fazer mais nada do que viver à sombra do Estado e do dinheiro do contribuinte.


[Imagem]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 08:14link do post | comentar

 

new york mag.jpg

 

 

35 das 46 mulheres alegadamente vítimas de Bill Cosby dão a cara na capa da The New York Magazine. [Aqui].

 

 

 


27
Jul 15
publicado por josé simões, às 23:01link do post | comentar

 

 

 

«a questão que tem que ver com o chamado enriquecimento ilícito não resultou de uma iniciativa do Governo, resultou de uma iniciativa dos deputados da maioria no parlamento»


Uma pessoa leva 4 – quatro – 4 anos a ver Luís Montenegro e Nuno Magalhães, auxiliados por Telmo Correia, nos debates parlamentares a largar deixas para o Governo maquilhadas de interpelações, chegavam a parecer o ponto, o fulano nas peças de teatro, dentro do caixote à frente do palco, e depois os grupos parlamentares têm vida própria e autónoma e até produzem projectos de lei, invariavelmente inconstitucionais. E vão 17 – dezassete – 17.

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 12:09link do post | comentar | ver comentários (1)

 

bullshit generator.png

 

 

Utilização: Esta ferramenta gera parágrafos potencialmente úteis para relatórios, teses, templates, bem como discursos que não servem outro propósito que não o de encher chouriço.


[Via]

 

 

 

 


publicado por josé simões, às 11:59link do post | comentar

 

LSD.jpg

 

 

"Os portugueses não comem SWAP’s”".
"Os portugueses não comem facturas da sorte".
"Os portugueses não comem submarinos".
"Os portugueses não comem escolas com contratos de associação".
"Os portugueses não comem Pandur’s".

"Os portugueses não comem transferências do Orçamento do Estado para IPSS's".
"Os portugueses não comem isenções fiscais aos bancos".


"Os portugueses não comem TGV".


[Imagem]

 

 

 

 


26
Jul 15
publicado por josé simões, às 22:58link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Chaplin as Calvero in the 1952 film Limelight.jpg

 

 

As empresas querem governos que, numa Parceria Público-Privado, limpem as listas do Instituto do Emprego e Formação Profissional de desempregados, através de estágios, formação profissional e emprego em empresas privadas, subsidiado pelo dinheiro do contribuinte, não emprego no Estado, mas emprego pago pelo Estado. É o mui famoso "aliviar o peso do Estado na economia". Para esses todos [os desempregados] desesperados, é um emprego, qualquer que seja, que interessa, já que é sempre o Estado quem cria emprego e riqueza, ainda que por interposta pessoa.


"Para esses todos [os desempregados] não é o emprego do Estado que conta, é o das empresas, porque são essas criam que riqueza, que criam emprego e essas não vão atrás das obras públicas, essas vão atrás dos governos que sabem o que querem, e que não fazem batota na economia, dando iguais condições a todos para os que têm o mesmo mérito possam competir em igualdade de circunstâncias e com lealdade"


[Imagem]

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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