"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
22
Set 14
Por josé simões, às 15:35 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Não se lembra. Cinco mil euros mensais entre 1995 e 1998, como 'porteiro'. Não se lembra. Em 2014 Marinho e Pinto vem dizer que 4 800 euros não dão para viver razoavelmente em Lisboa, como deputado. A inflacção. Quase 20 anos antes e não se lembra. Vivia em Massamá. Cinco mil euros mensais como 'porteiro', extra parlamento. No país do salário médio a rondar os 980 euros e o mínimo a não bater os 500. Não se lembra. O custo de vida aumenta, o povo não aguenta. E o remanescente não ia para o partido que PPD não é PCP. Não se lembra. O 'porteiro'. No 'condomínio' entravam e saíam muitas caras. Ninguém é obrigado a ter memória de polícia político. Não se lembra. A vida custa a todos.

 

«Assembleia da República garante que Passos Coelho não tinha regime de exclusividade entre 1995 e 1999»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 11:53 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Houve um tempo em que as mulheres eram enganadas. Foi no tempo em que o prazer era só do homem e a mulher era um acessório, tipo boneca insuflavel. Casavam prenhas porque tinham sido enganadas. Ainda assim menos mal. Podiam nem sequer emprenhar mas não casavam porque já tinham sido usadas por outro, vítimas do prazer alheio. Foi enganada, coitadinha. Isto até ao fim dos dias da vida. Foi nos idos do velho de Santa Comba Dão, a chamada mentalidade salazarenta-cristã de que este Governo, de gente aparentemente nova, é o legítimo herdeiro. Paula Teixeira da Cruz também emprenhou, de arrogância, soberba e prepotência, [e até já pediu desculpa por ter emprenhado] mas vai ficar solteira, coitadinha, porque quem teve o prazer foram as "estruturas intermédias".

 

«Primeiro-ministro considerou intolerável que estruturas intermédias tenham enganado a ministra sobre Citius e quer responsabilidades.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


21
Set 14
Por josé simões, às 22:25 | comentar

 

 


Por josé simões, às 20:03 | comentar

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

I'm Your Man ~ Leonard Cohen

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

 

 


20
Set 14
Por josé simões, às 23:37 | comentar

 

 

 

Ele, o cidadão,  não tem presente todas as responsabilidades que exerceu, enquanto deputado  no passado, mas espera que o Parlamento presente, tenha presente todas as responsabilidades não declaradas pelo deputado, exercidas por ele, o cidadão,  no passado.

 

«O primeiro-ministro defendeu hoje que o Parlamento deveria pronunciar-se sobre as condições em que ele próprio exerceu funções de deputado há cerca de 15 anos, quando questionado sobre alegados pagamentos que recebeu da Tecnoforma nessa altura.»

 

"Responsabilidades". "Responsabilidades". "Responsabilidades". Repetir duas ou três vezes, enquanto se brinca com as palavras, com pontuação e com ar sério e com voz de barítono à frente das câmaras de televisão e dos microfones dos media amorfos e acéfalos que o pagode gosta de música e de espectáculos musicais.

 

[*] É um artista português e só usa pasta medicinal Couto e restaurador Olex.

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 22:26 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

Ensino privado, cheque-ensino, liberdade de escolha, rigor, blah-blah-blah, rxigência, blah-blah-blah, rankings das escolas «and reducing and rationalising transfers to private schools in association». Viva!

 

«Há escolas que inflacionam notas para alunos entrarem na universidade»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 15:21 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

Desta nem o PCP ou o Bloco se lembravam:

 

«CDS defende que os desfiles da ModaLisboa devem ser abertos à população»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 08:55 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:01 | comentar

 

 

 

Mulher em mesa de bar, Rio de Janeiro, 1947

 

Thomaz Farkas

 

 

 

 

 

 


19
Set 14
Por josé simões, às 12:18 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

Pagámos, nós, o Estado, o bolso do contribuinte, pela mão do Governo PSD que administra temporariamente o Estado, milhões de euros ao 'angolano' Mira Amaral, ilustre militante do PSD,  para ficar com o banco do PSD - o BPN, além do que já pagámos e vamos continuar a pagar pelo buraco que outros ilustres militantes do PSD - Dias Loureiro e Oliveira e Costa, deixaram como herança, para que o banco do 'angolano' Mira Amaral, e ilustre militante do PSD, financie a compra da Empresa Geral do Fomento, desde que nós, o Estado, o bolso do contribuinte, assumamos o risco da operação, na privatização ganha pela 'major' Mota-Engil que está embrulhada em negócios por esclarecer com o ex-presidente da câmara de Vila Nova de Gaia e ilustre militante do PSD, Luís Filipe Menezes e com o PSD ele próprio. É o que se chama série notável de coincidências.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 07:58 | comentar | ver comentários (1)

 

 


18
Set 14
Por josé simões, às 18:44 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Andar anos e anos e anos a perorar exigência e rigor no ensino; andar anos e anos e anos a perorar exigência e rigor no ensino da matemática; andar anos e anos e anos numa cruzada contra o laxismo e a falta de rigor e a falta de exigência e a falta de disciplina no ensino público e na escola pública, apesar de constantgemente desmentido pelos relatórios PISA;  andar anos e anos e anos a fabricar uma aura de exigência e rigor que o levaria de escriba de curiosidades matemáticas, aos sábados no Expresso, e de participações de exigência e rigor, na educação na escola pública e no ensino da  matemática, em programas de televisão, ao lado de Medina Carreira, na televisão do dono do Expresso, até ao cargo de ministro da Educação, para ter o seu Princípio de Peter às mãos de uma fórmula matemática.

 

Mas não se demite, um maoista não se demite, faz autocrítica e segue em frente. "Uma incongruência na harmonização da fórmula". Justiça poética é isto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:16 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

 

 

«O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DIAP) estará a investigar alegados pagamentos não declarados a Pedro Passos Coelho, no valor de cerca de 150 mil euros, que terão sido recebidos entre 1995 e 1999 quando o actual primeiro-ministro era deputado em exclusividade de funções. [...]. Passos terá, segundo a revista, recebido cinco mil euros por mês da Tecnoforma quando era deputado em exclusividade. Lei proíbe acumulação de rendimentos.»

 

 

Aguardemos para ver o que dizem os comentadeiros-paineleiros e os escrevinhadores de editoriais, eufóricos com as condenações do Godinho ferro-velho, do Vara banqueiro e de Maria de Lurdes Rodrigues ministra da Educação, se a Justiça continua a funcionar, se a justiça não tem medo dos políticos, se agora é que é, se agora é que vão ver como elas vos doem, vassourada, ou se afinal não passa tudo de uma cabala, desestabilizar o Governo e atacar a imagem e honorabilidade do primeiro-pantomineiro e respectivo inner circle.

 

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 08:06 | comentar

 

 

 

A primeira página do The Independent, sob um fundo de tempestade e tormenta que se avizinha, por contraponto à primeira página do Telegraph, com um radioso sol nascente como fundo.

 

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 07:49 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

A primeira página do Daily Telegraph

 

 

 

 

 

 

 


17
Set 14
Por josé simões, às 19:50 | comentar

 

 

 

Competente e idóneo, acima de tudo idóneo, não se cansam nunca de repetir. É com estes adjectivos e substantivos que Vítor Bento aparece sempre embrulhado de cada vez que se fala de Vítor Bento.

 

«Maria Antónia Saldanha é a nova directora do gabinete de comunicação do Novo Banco, uma contratação assinada dias antes de a equipa de gestão liderada por Vítor Bento ter apresentado a sua demissão ao Banco de Portugal (BdP). Mas três dias depois da renúncia, na quinta-feira passada, em reunião de conselho de administração, a equipa de Bento assinou uma rectificação ao vencimento atribuído à directora.»

 

E até pode voltar para o Conselho de Estado, dizem. Assim Cavaco Silva o queira porque o lugar continua vago. Isto não devia surpreender ninguém vindo de alguém que consegue ser promovido por mérito após 8 – oito – 8 anos de licença sem vencimento. "Licença sem vencimento", figura que não existe no privado. "Os manhosos do Estado". "A viver encostados". "A viver acima das nossas possibilidades". "No privado é que era". "Logo lhe contava um conto". "Blah-blah-blah". Competente, idóneo, amigo do seu amigo, um português à maneira antiga.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 19:28 | comentar

 

 


Por josé simões, às 18:51 | comentar

 

 

 

Oito pais e oito mães, quiça oito padrinhos e oito madrinhas, que se lembraram de colocar o mesmo nome aos filhos e/ ou afilhados. Não é nada de por aí além, dirão. Não faltam é  Josés no mundo. A coincidência é que por um acaso do destino se juntem todos na administração do mesmo banco:

 

"Informa-se que, na sequência da deliberação do Conselho de Administração do Banco de Portugal de 16 de setembro de 2014, a composição do Conselho de Administração do Novo Banco é a partir da presente data a seguinte: Dr. Eduardo Stock da Cunha (presidente), Dr. Jorge Freire Cardoso, Dr. Vítor Fernandes e Dr. José João Guilherme"

 

Post-Scriptum: Já depois de ter publicado o post sou informado de que o Dr. antes do nome não é uma espécie de diminutivo, assim a modos que o Jr. amaricano, para distinguir o filho do pai, mas um grau académico. Aqui fica a correcção.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:04 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Lembrei-me do debate Prós e Contras da passada segunda-feira na RTP1 subordinado ao tema "proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada", de uma plateia composta por autores, criadores, cantores, cantautores, escritores, e sanguesugas-chupistas-chulos, destes últimos e do contribuinte, curiosamente nenhum deles vivo, quer os terminados em "ores" quer as rémoras destes, e de  a páginas tantas ouvir-se argumentar que "neste momento já há músicos a passar fome". Lembrei-me, prontes...

 

«Meio milhão de portugueses precisa de ajuda alimentar

 

Arranque do Fundo Europeu de Auxílio aos Carenciados, que destina 157 milhões de ajuda até 2020, gerou problemas logísticos nos bancos alimentares»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 


16
Set 14
Por josé simões, às 20:47 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

O mui popular e internacionalizado amaricano "If you pay peanuts, you get monkeys" traduzido para Pingodocês:  "Não há ninguém que vá trabalhar com gosto, ganhando pouco. O salário mínimo nacional de 500 ou 520 euros não dá para nada". Podendo contudo haver quem vá por um salário de 600 ou 650 euros mensais, que já dá para tudo, trabalhar 10, 12 ou mais horas por dia, e sem que ganhe um cêntimo que seja por cada hora extra trabalhada. E vai de gosto e com gosto. O marido ou a mulher porque estão 10, 12 ou mais horas por dia sem aturar o cônjuge, os pais porque estão 10, 12 ou mais horas por dia sem aturar os filhos. De Janeiro a Janeiro. Alegria no trabalho e famílias estruturadas.

 

 

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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