"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
02
Set 14
Por josé simões, às 18:19 | comentar

 

 


Por josé simões, às 12:38 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Partindo da revolução cultural que foi a sedentarização, permitida pelo adquirir de técnicas agrícolas e pecuárias, e da sua crucial importância na evolução da espécie humana e na organização política, social e económica das sociedades modernas, a partir do surgimento de agregados populacionais – aldeias, vilas e cidades.

 

«IRS: Daniel Bessa destaca apoios a famílias com filhos, à poupança e à mobilidade geográfica»

 

Confesso que fico com "pele de galinha" quando ouço estes gordos anafados, de sedentários, habituados que estão a pôr e dispôr sobre vidas alheias, falar em "mobilidade geográfica" como uma das panaceias para os males da sociedade, como se os de Setúbal, por exemplo, fossem alegremente cantando e rindo para Braga, por exemplo também, ocupar postos de trabalho que em Braga não há para os bracarenses, ou vice-versa. A menos que seja a "mobilidade geográfica" do pai da "mobilidade geográfica" moderna – Estaline, desenraizar para subjugar e reinar. Desta gentinha já espero tudo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


01
Set 14
Por josé simões, às 22:37 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Não sei o que é mais preocupante, se o Partido Socialista dizer que vai reabrir tribunais quando for Governo, se pessoas que acreditam piamente que o Partido Socialista vai reabrir tribunais quando for Governo.

 

40 anos depois do 25 de Abril continuamos na mesma, com a oposição do boca para fora, dizer qualquer coisa só porque tem de se dizer qualquer coisa, sobretudo se puder render votos nas urnas.

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 17:45 | comentar

 

 

 

Um dia ainda vamos saber dos contornos e das "ligações perigosas" à roda do erário público disto:

 

«perante o "clima de constante suspeição" em que o país tinha mergulhado, seria ponderado consultar determinados concorrentes, afastando outros. O concurso público "é uma das últimas fortalezas na defesa da transparência exigível aos contratos"»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 11:59 | comentar

 

 


Por josé simões, às 10:28 | comentar

 

 


Por josé simões, às 08:27 | comentar

 

 

 

 

 

 

 


31
Ago 14
Por josé simões, às 22:29 | comentar

 

 

 

Quando personagens [não confundir com personalidades] da direita, a dois anos das eleições presidenciais, nos entram todos os dias casa dentro, pela televisão, com fulano de tal que dava um bom candidato da esquerda a Presidente da República e que sicrano, aqueloutro, também é um excelente candidato, também pela esquerda, querem dizer exactamente o quê? Estão a pôr-se na pele de um da esquerda na escolha de um candidato presidencial que tenha uma agenda de esquerda e que preze valores de esquerda e políticas de esquerda ou estão a querer, com dois anos de antecedência, condicionar a esquerda na escolha de um candidato que, sendo aparentemente de esquerda, é, do ponto de vista da direita, um mal menor para que parecendo que alguma coisa mude tudo continue na mesma?

 

É que se a esquerda tratasse a direita com o mesmo desprezo com que a direita trata a esquerda as coisas estavam infinitamente melhores neste país.

 

[Na imagem Basil Rathbone in 1939's Son of Frankenstein]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 20:00 | comentar

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Living In The Past ~ Jethro Tull

 

[7" vinyl]

 

 

 

 

 

 


30
Ago 14
Por josé simões, às 22:41 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

O antes - "consórcio privado", e o depois - o bolso do contribuinte.

 

«De acordo com o relatório divulgado na sexta-feira pela Parpública, os derivados de cobertura de risco que recebeu associados a um pacote de financiamento que antes pertencia ao consórcio privado Elos tinham, a 30 de Junho, um valor negativo de 152,9 milhões de euros.»

 

Diz que andámos muitos anos a viver acima das nossas possibilidades.

 

[Na imagem Corporate Head by Terry Allen]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 21:48 | comentar

 

 

 

Glenn Cornick

 

1947 – 2014

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 15:45 | comentar

 

 

 

Estes têm vergonha mas não têm medo.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 08:43 | comentar

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:01 | comentar

 

 

 

Israel, 1967. Arab Wedding in Maid El Kurum

 

Leonard Freed

 

 

 

 

 

 


29
Ago 14
Por josé simões, às 18:20 | comentar

 

 

 

A divisão da Polónia entre Estaline e Hitler só foi assinada «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», a ocupação das repúblicas bálticas [Estónia, Letónia, Lituânia] só aconteceu «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», o massacre de Katyn na Polónia só aconteceu «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», o compasso de espera ordenado por Estaline ao Exército Vermelho nas margens do rio Vístula para dar tempo enquanto os nazis na outra margem acabam a operação de limpeza só aconteceu «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo», que quase metade dos 23 milhões de soviéticos mortos durante a II Guerra Mundial tenham sido vítimas de um Estaline paranóico e com a mania da perseguição, dedicado a purgar as cúpulas das forças armadas substituídas por fiéis e acéfalos comissários políticos que de guerra não sabiam nada, também foi só «depois de os soviéticos terem perdido todas as esperanças numa aliança com ingleses e franceses para travar o nazismo». A Pátria do PCP parece ser a URSS. É o que temos.

 

[Na imagem poster soviético de propaganda]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:02 | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

A capa da The Economist

 

[Via]

 

 

 

 

 

 


28
Ago 14
Por josé simões, às 22:15 | comentar

 

 

 

"Nós enfrentámos ao longo destes 3 últimos anos a maior crise dos últimos 80 anos", Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, no dia 28 de Agosto do Ano da Graça de 2014.

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 18:23 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

O Governo que aconselhou os portugueses a emigrar é o mesmo Governo que vai agora lançar um programa com «o objectivo de apoiar a integração de estrangeiros» imigrantes, a começar já pelos «quadros de empresas que põem as suas competências ao serviço de quem precisa delas» [e não de quem lhes paga bem e lhes dá qualidade de vida]. E o alvo primeiro são os filhos e os netos dos que partiram e que se espera que regressem agora pela yellow brick road de um país com a economia aberta, como diz o mentor do secretário de Estado que é adjunto de um ministro que é adjunto [nem na emigração há tanta adjunção]. A gente faz que acredita e a gente dá um desconto. Ao fim e ao cabo estamos em Agosto, o calor na moleirinha, a silly season como sói dizer-se, o deslumbramento de um cargo governativo e o homenzinho grande a brincar ao "sentido de Estado". O melhor mesmo é encolher os ombros.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:58 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

O Governo quieto e calado é uma coisa, outra coisa completamente diferente são os ministros e secretários de Estado, sem pudor em fazer alarde da sua incompetência, nas televisões e nas rádios a falar de/ por tudo e de/ por mais qualquer coisa e o Governo a fingir que Governa a querer mostrar que governa, num misto de incompetência e cegueira ideológica. Como na canção, as pessoas vêm, ouvem e lêem, não podem ignorar. O subtítulo da notícia podia muito bem ser “O regresso do Governo”:

 

«Confiança dos consumidores cai pela primeira vez desde Janeiro de 2013»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 


Por josé simões, às 00:58 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

«Que dizer desta esta escolha dos centros comerciais, que são de alguma forma espaços apropriados pela classe média…
Porquê o Vasco da Gama? Porquê o Colombo? Porque são espaços de consumo e de grande visibilidade, onde vai muita gente e que são, de certo modo, símbolos. Mas eu até diria que os centros comerciais são transclassistas. Há gente que vai lá para fazer compras, porque eles teoricamente são comerciais, mas, muito mais do que isso, eles hoje são lugares onde as pessoas vão para verem e para serem vistos. Diria que os centros comerciais são os novos lugares de cruzamento das pessoas.

 

Seria abusivo presumir-se que haveria na escolha dos lugares alguma intenção de entrar e "contaminar" os tais espaços da classe média?
Eu acho que há uma intenção de os adolescentes se visibilizarem aos olhos das classes que eles suspeitam ou que imaginam que estão nestes espaços que são as classes médias. Acho que é só isso. [...]»

 

 

São as novas praças e avenidas, espaços públicos mas de direito privado, higienizado de todo o debate e opinião crítica e onde a única linguagem tolerada é a linguagem do marketing. Fecha-se a porta, acaba-se a contestação. Assim o pensaram e delinearam as corporações, no percurso pela hegemonia das marcas na sociedade,  ao juntarem a oferta consumista num mesmo espaço, fechado e atractivo, porque protegido dos humores do clima, numa oferta aparentemente diversificada e desferindo um golpe nos pequenos negócios e negócios independentes. Genial.

 

O reverso é que o público alvo das corporações e das marcas são os jovens, os mesmíssimos jovens que são primeiros a sentir na pele a exclusão e a desigualdade, o fosso cada vez maior entre os cada vez menos, mais ricos, e os cada vez mais, mais pobres, vítimas do novo capitalismo financeiro, o desemprego e as dificuldades dos pais pelos baixos salários e pela precariedade, os jovens sem saída profissional, os jovens "no future" em casa dos pais até à velhice, os jovens com cursos superiores e trabalhos precários, ou em partime, mal remunerados, aos balcões dos centros comerciais... das marcas e das corporações.

 

É muito mais do que isso. É pior, ou melhor do que isso, dependendo do ponto de vista. Mesmo sem o saberem, mesmo que inconscientemente e sem o admitirem, os jovens direccionam o seu protesto e a sua revolta mesmo direitinho ao núcleo, ao "osso" que é onde dói mais, o centro comercial das marcas e das corporações que necessitam dos jovens para sobreviver. E isto é uma coisa maravilhosa, porque não "prevista" na sociedade higiénica, clean e de gente guapa. idealizada pelas corporações e pelas marcas.  

 

 "The Future's So Bright, I Gotta Wear Shades", Timbuk3.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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