"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
09
Fev 10
Por josé simões, às 19:32 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Fomos, muito antes da queda do Muro de Berlim, a primeira geração totalmente liberta de baias ideológicas e a quem os ícones nas bandeiras e as efígies dos queridos líderes nas lapelas dos casacos não diziam nada, melhor: absolutamente nada. E também os primeiros a piratear e a usar, em autênticas acções de guerrilha e sem pruridos de qualquer ordem, as imagens associadas às (já velhas) religiões do século XX. Como anos mais tarde as empresas de publicidade haviam de fazer, pervertendo os objectivos numa lógica comercial. E os objectivos eram o combate ao sistema político, mas acima de tudo moral e cultural, através de uma nova arma: a provocação elevada ao expoente máximo. E era por isso que na altura conseguíamos chatear de igual forma quer os herdeiros do regime anterior, “cristão novos” adaptados aos novos tempos e que haviam feito a transição para a Democracia mais as suas gravatas, quer uma Festa do Avante! inteirinha, cheia de boinas e barbudos e de “Abaixos!” e “Vivas!”.

 

Mas isso foi há já muuuuuito, nos idos de 1977/ 79, e entretanto muita água correu por debaixo das pontes então construídas e muita coisa mudou. O que não mudou foi o velho modus operandi da agit-prop leninista, em tresler, manipular e cozinhar os factos e as situações em beneficio de causa, e que tem Pacheco Pereira como mestre máximo na arte. A mesma agit-prop que transformou «uma camponesa valente assassinada pelo fascismo quando lutava pelo pão contra a fome» em personagem neo-realista, um ícone de enfeitar paredes de sindicatos e Centros de Trabalho. Os fins justificam os meios…

 

Embrulhar num vómito o GNR Carrajola, punks, skinheads (aqui demonstrando uma total ignorância sobre o que escreve), soqueiras e botas da tropa, mais o nazi-fascista Mário Machado e a as tatuagens, são medalhas atribuídas por quem tem um Lenine tatuado no cérebro, a toda uma geração que sem a orientação dos grandes líderes-educadores inventou o Rock Against Racism e as campanhas contra a fome em África e que sempre teve a noção (pirateando o Ilitch) de o que fazer. É que nós “crescemos” a ouvir dizer que uma pessoa pode deixar o comunismo, o comunismo deixar a pessoa é que é o Diabo...

 

By the way, é muito gauche-chic enfeitar o blogue com Zeca Afonso, mas, como diz “o outro”, dispenso lições, não de Democracia que a Democracia é uma disciplina numa aula que nunca acaba, mas de “Zeca Afonsismo”; eu que o conheci pessoalmente, de quem fui amigo apesar a diferença de idades, e de quem herdei um lema  para a vida. Mesmo com botas da tropa e tudo.

 

 

 

 


Por josé simões, às 02:13 | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

Freedom of the Press Worldwide in 2010 (*)

 

(Entretanto em Portugal inaugural-se uma nova era: a era das manifs preventivas)

 

(*) Via

 

 

 


08
Fev 10
Por josé simões, às 20:25 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

Nicholas Kafouris, um cipriota grego professor na Bigland Green Primary School em Tower Hamlets, East London, foi forçado a deixar o estabelecimento de ensino onde leccionava há 12 anos, por não tolerar o comportamento racista e anti-semita dos alunos. Segundo ele, durante as aulas os alunos elogiavam abertamente os extremistas islâmicos e saudavam os terroristas do 11 de Setembro como mártires.

 

"Nós queremos ser homens-bomba islâmicos quando crescermos"e "os cristãos e os judeus são nossos inimigos, e você também porque é um cristão"

 

«‘Don’t touch me, you’re a Christian’, when the teacher accidentally brushed against him with his arm.»

 

(Imagem fanada não me recordo onde)

 

 

 

 


Por josé simões, às 13:27 | comentar | ver comentários (4)

 

 

 

Uma manif. onde «Obviamente, todos [são] pela liberdade” e convocada por quem não sai nem nunca saiu à rua no dia 25 de Abril e assobia para o lado às tropelias de Alberto “bwana da Madeira” João, déspota duma ilha onde o Dia da Liberdade não é assinalado, dá para desconfiar…

 

Ou como dizia o Ti Camolas, cabo-verdiano, imigrante de primeira geração e guarda dum estaleiro de construção civil lá no meu bairro era eu uma criança: “Cada um sabe de si, Deus sabe de todos e cada qual é como evidentemente”.

 

 

 

 


07
Fev 10
Por josé simões, às 23:46 | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

Eu também nunca tive um poster de Mao Zedong nem do Che nas paredes do quarto e as personagens neo-realistas mais ou menos compostas pela agit-prop do PCP não me diziam nada. (Correcção: onde se lê “eu” e “me” deve ler-se “nós” e “nos”). Tudo nos parecia demasiado fotocópia, e a história repetia-se agora com Margaret “Dama de Ferro” Thatcher. Totalitarismos por totalitarismos… e depois eram os Red Army Faction e os Baader-Meinhof Group e as Brigate Rosse a toda a hora na televisão e nos jornais. No Futur! Rock Against Racism e o caralho, e o vernáculo ficou palavra de ordem contra a ordem estabelecida. Não tínhamos respeito por nada nem por ninguém e conseguíamos chatear de igual forma só com a nossa presença quer os herdeiros do regime anterior que tinham feito a transição para a Democracia mais as suas gravatas, quer uma Festa do Avante! inteirinha cheia de boinas e de “abaixos!” e “vivas!”; o que era uma grande medalha! O mundo ia acabar amanhã. Não acabou e tudo acabou no final do verão.

 

Nunca o “é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma” tinha feito tanto sentido.

 

(Na imagem Sex Pistols, o poster que estava na parede do meu quarto)

 

 

 

 


Por josé simões, às 20:07 | comentar

 

 

 

Este fim-de-semana foi assim.

 

Come As You AreNirvana

 

(7” vinyl)

 

 

 


Por josé simões, às 17:05 | comentar

 

 

 

Russos compram cidade na Letónia:

 

«A Russian company has bought an entire Latvian town, which once formed part of the Soviet Union's air defences against Nato, complete with nightclubs, schools and apartment blocks.»

 

(Capítulo I)

 

(Na imagem selo com Tristão Vaz Teixeira)

 

 

 


Por josé simões, às 01:24 | comentar

 

 

 

Aquele senhor, Rui Pereira de sua graça, sempre lesto a marcar presença em frente dos microfones e das câmaras das televisões, seja por causa de meia dúzia de badamecos apanhados a assaltar uma estação de serviço, seja por causa de um C 130 com ajuda humanitária para o Haiti, ultimamente anda muito arredado, diria mesmo desaparecido.

Portugal ainda tem ministro da Administração Interna?

 

 

 


06
Fev 10
Por josé simões, às 11:59 | comentar

 

 

 

"Liedson bate num director e vai à selecção?" como spin é bom, é mesmo muito bom.

Já sobre Deco que é apanhado com Pinto da Costa a preparar a melhor forma de chantagear a Federação e a Liga, assobia para o lado… Deve ser por causa do “Segredo de Justiça”… (Vocês sabem do que eu estou a falar).

 

 

 


Por josé simões, às 11:38 | comentar | ver comentários (4)

 

 

 

É quando dá de caras com noticias como esta que um gajo descobre que está a ficar velho.

 

(Na imagem pauta de Smells Like Teen Spirit fanada aqui)

 

 

 


Por josé simões, às 00:01 | comentar

 

 

 

Untitled

 

Vivian Maier

 

 

 

 

 


05
Fev 10
Por josé simões, às 23:09 | comentar

 

 

 

À parte o “se Deus quiser”, vale a pena enviar um e-mail ao embaixador do Irão.

 

Esta página Web contém um formulário que envia o e-mail em seu nome para uma Embaixada iraniana, Serviço Consular ou Comissão.

 

(Via)

 

(Imagem fanada no Guardian)

 

 

 


Por josé simões, às 13:52 | comentar

 

 

 

Eu ainda me recordo das conversas de ir comprar qualquer coisa aquela mercearia “lá mais abaixo” porque é mais barato dois tostões que “nesta aqui ao pé”, e por outro lado, comprar não sei o quê “nesta aqui à porta” porque é mais barato um tostão que na outra “lá mais abaixo”. Dizem agora que os portugueses perderam os hábitos de poupança; melhor, que precisam readquirir os “velhos” hábitos de poupança. Seja. E depois os mesmos dos hábitos de poupança perdidos e que urge readquirir, que “no pasa nada!”, que dos 50 milhões de euros para a Madeira em 2010 até aos 86 milhões em 2013 são tostões, sem importância, qualquer coisa como 0, 003 %...

 

(Na imagem March 1943, Washington, D.C. Meat rationing at the A&P. Harold Rowe, Office of Price Administration food rationing chief by Alfred Palmer, Office of War Information)

 

 

 

 


Por josé simões, às 13:49 | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

«Fernando Ruas quer aumentar limite de velocidade em avenida onde já foi multado»

 

 

 


Por josé simões, às 08:03 | comentar | ver comentários (4)

 

 

 

Pai enterra viva filha de 16 anos para salvar a honra da família:

 

«toda la familia era infeliz porque la niña salía con chicos»

 

 

 


04
Fev 10
Por josé simões, às 22:37 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

«Ministro reitera apelo contra alteração da Lei das Finanças Regionais»

 

(Primeiro no Twitter)

 

(Na imagem selo com João Gonçalves Zarco)

 

 

 

 


Por josé simões, às 12:35 | comentar

 

 

 

Quando o título dispensa a leitura da notícia:

«Obama da una patada al hormiguero europeo»

 

Na imagem a premonitória a primeira página do La Vanguardia no dia seguinte à eleição.

 

(Primeiro no Twitter)

 

 

 


03
Fev 10
Por josé simões, às 23:46 | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

«“O Conselho de Estado reunido hoje faz votos para que predomine na Assembleia da República o espírito de compromisso e de diálogo paciente e frutuoso (…)»

 

(Negrito meu)

 

(Na imagem Christmas 1953, Audrey Hepburn meets Santa, autor desconhecido)

 

 

 


Por josé simões, às 23:21 | comentar | ver comentários (6)

 

 

 

A segurança social, o apoio à família, a protecção aos mais desfavorecidos na China, são uma coisa, como soe dizer, do “outro mundo”.

 

Ou como rezava o Projecto de Teses do XVIII Congresso do PCP (sem link porque O Partido com Paredes de Vidro tem o link protegido):

 

“Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista – Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia.”

 

(Ámen)

 

 

 

 


Por josé simões, às 13:48 | comentar

 

 

 

E não há ninguém a exigir um referendo para decidir se as “albatrozas” podem adoptar um filho? Ainda por cima é dois em um, pela recusa da poligamia, dado que o macho não foi visto desde então: "My personal view would be having to live with two women might be just a bit demanding."

 

 

 


"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
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