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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O triunfo dos palermas

por josé simões, em 23.07.16

 

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Se o palerma eleito Presidente de França não tivesse vindo, ainda os corpos das vítimas estavam quentes, pôr-se, metaforicamente e literalmente, em bicos dos pés, por lhe ver o terreno fugir de debaixo dos mesmos - o que nem a nomeação do "fascista" Valls consegue atenuar, surfar a onda Marine Le Pen e acusar o Daesh de um atentado cometido por um desequilibrado, com medicação e com várias passagens pelos médicos, o atentado cometido pelo desequilibrado não tinha sido reivindicado pelo Daesh 48 horas depois e o terrorismo islâmico não tinha mais um feito a assinalar.


O atacante terá agido sozinho, reforçou Hubertus Andrae, e suicidou-se com um único tiro na cabeça. Já teria recebido acompanhamento psiquiátrico e tomado medicação, até porque teria sido alvo de dois ataques, em 2010 e 2012, tendo num deles sido agredido por três pessoas.


[Na imagem Jack Nicholson em Shining]

 

 

 

 

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Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 23.07.16

 

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[Daqui]

 

 

 

 

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Porque hoje é sábado

por josé simões, em 23.07.16

 

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Child blowing bubbles in the street, Whitechapel 1969


Nick Hedges

 

 

 

 

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Hey, come back Jonee. Gotta come back now, Jonee

por josé simões, em 22.07.16

 

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Corria o Ano da Graça de 1981 e os cowboys elegiam um cowboy como Presidente para fazer o país, onde Jonee ia a uma casa de penhores bought himself a guitar e andava de Datsun – a América, grande outra vez.


Depois a América, que ganhou a guerra, encerrou Detroit, o Jonee passou a andar de Hyundai, Daewoo, quando não de Dacia, e a Rússia ainda ficou ainda maior, sem a chatice da dimensão física do território e só com uma mudança nas cores da bandeira. His guitar is all that's left now, Jonee.


Os cowboys vão agora, cantando e rindo, eleger outra vez um cowboy, para fazer a América grande outra vez, contra os mexicanos, os chineses que nem sequer exportam automóveis, e contra os europeus que não pagam o que devem à NATO.


Eles há coisas que não lembravam nem ao Diabo, se os cowboys na foto da Convenção Republicana para entronizar Donald Trump não são os mesmos cowboys do clip dos DEVO...


Jonee you're bad, you're gonna make her sad, come back Jonee.
Jonee, Jonee…

 

 

 

 

Ohio 2016, Dia 4

por josé simões, em 22.07.16

 

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[Daqui]

 

 

 

 

A força do "eles" no imaginário discursivo popular

por josé simões, em 21.07.16

 

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"Eles querem é tacho". "Eles vão a lá é para se governarem". "Isso é lá com eles". "Eles é que têm os livros". "Eles é que sabem". "Eles é que mandam" A força do "eles" no imaginário discursivo popular de quem, por contingências da vida, ficou toda a vida pobrezinho de espírito, sem grande poder argumentativo e capacidade de interpretação, coitados do "a minha política é o trabalho".


Ele é um personagem perigoso, não porque não saiba mais do que eles, mas porque se dirige a eles, por interpostas pessoas e por boa imprensa em prime time, não parecendo falar para quem fala e recorrendo a uma linguagem que eles percebem, não percebendo eles mais do que aquilo.


Eles querem rebentar com os bancos, fazer a vontade ao Bloco de Esquerda e depois querem dizer que a culpa é minha ou da Maria Luís


[Imagem de Sammy Slabbinck]

 

 

 

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Ohio 2016, Dia 3

por josé simões, em 21.07.16

 

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Hollywood Walk of Fame

 

 

 

 

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Vira o disco e toca o mesmo

por josé simões, em 20.07.16

 

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Com os livros aprende-se muito e não por acaso o 'bücherverbrennung' - a queima dos livros, nas praças das principais cidades alemãs depois da chegada dos nazis ao poder, no culminar de um percurso que passou pelas purgas na classe dos professores, dos professores universitários, dos juízes, dos intelectuais, da administração do Estado, tudo no cumprimento meticuloso das exigências legais, assente num sistema jurídico elaborado por um pequeno grupo, subserviente e inepto, mas suficientemente capaz para elaborar um código legal que suportasse as acções do regime.


Não há livros para queimar, há internet para cortar e pessoas que ensinam a escrever livros, a ler livros, a interpretar livros para purgar, pessoas que zelam pelo Estado de direito para perseguir, e o resto é tudo déjà vu e déjà écrit, bastas vezes, mas ainda assim não tantas quantas as necessárias para que a história não se repita uma vez e outra e vez e sempre.


[Imagem]

 

 

 

 

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"E os símbolos estão datados e até podem ser ofensivos"

por josé simões, em 20.07.16

 

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Não estamos a apagar nada, nem a recuperação da memória significa a recuperação de determinada simbologia.

 

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Ohio 2016, Dia 2

por josé simões, em 20.07.16

 

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Trump Ipsum

 

 

 

 

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Portugal não é um país pequeno

por josé simões, em 19.07.16

 

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E do Deutsche Bank nunca mais ninguém ouviu falar depois de se saber que há problemas nos bancos portugueses que são um risco global, mais o crédito na China, a seca em África e o vírus Zika na América Latina e nas Caraíbas.

 

 

 

 

Ohio 2016, Dia 1

por josé simões, em 19.07.16

 

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Ohio 2016

por josé simões, em 18.07.16

 

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[Imagem]

 

 

 

 

Meh

por josé simões, em 18.07.16

 

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Mindinho Mendes anunciou com ar grave e muita pompa e circunstância e grandes movimentos de mãos e fartura de gestos no tampo da mesa, e as televisões todas e os jornais todos repetiram todos a grande nova e o grande furo jornalístico que foi o acesso a uma carta do Banco Central Europeu, a outra face da moeda dos Estados não terem acesso directo ao crédito – o BCE empresta aos bancos que por sua vez emprestam aos Estados, e que é o BCE decretar que dinheiro dos contribuintes – ler "ir ao bolso ao contribuinte", "esbulhar salários e pensões", "esmifrar poupanças", só para recapitalizar bancos privados, bancos públicos não, never, nein, já-mé. E depois toda a gente de boca aberta comentou a grã descoberta de Mindinho Mendes e as televisões todas e as rádios todas fizeram todas no dia a seguir fóruns de debate mui participados.


Isto é a gozar, certo? Ou falta de assunto, certo? Ou aquela coisa da estação parva que chega com o calor?


[Imagem]

 

 

 

 

Um caminho perigoso

por josé simões, em 18.07.16

 

Seth – Range Ta Chabre @ Teatro India (999 Conte

 

 

Um paineleiro-comentadeiro na televisão do militante n.º 1 afirmava, mais ponto menos vírgula, que todos os terroristas [islâmicos, para o caso] são pessoas desequilibradas, com problemas psicológicos que os levam a enveredar pelo terrorismo. É um caminho perigoso o desta análise. Perigoso porque segue na linha politicamente correcta dominante de desculpabilizar uma religião dividindo-a entre os verdadeiros e os falsos seguidores, de esconder a relação entre terrorismo e islamismo; perigoso porque, verdadeiros ou falsos, rezam a Deus antes de cometerem as maiores das maiores barbaridades enquanto gritam o Seu nome, o que, em última instância, nos leva inevitavelmente ao "todos os crentes numa entidade omnipotente, omnisciente e omnipresente, são terroristas em potência".


[Imagem]